CONTRADIÇÕES, PARADOXOS, CONTRA-SENSOS E DISPARATES, E, JÁ AGORA, GAJAS NUAS PARA ATRAIR LETRADOS AO ESTAMINÉ
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
sábado, 6 de março de 2010
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O corpo é que paga
Pela primeira vez na história de Portugal o espólio de um artista pop foi a leilão. A leilão no Centro Cultural de Belém estiveram 200 lotes de objectos pessoais de António Variações, com consentimento dos seus herdeiros que irão ficar com o grosso do valor final do leilão organizado pela P4.
Os mesmo herdeiros que o deserdaram, quando optou por um estilo de vida alternativo e muito diferente daquele que se vivia em Pilar, na freguesia de Fiscal, vão agora receber o dinheiro que os admiradores da arte de Variações valorizam e que merece reconhecimento nacional. Este mundo está feito destas coisas.

Ainda há uns anos atrás, a freguesia de Fiscal, que conheço bem por fazer parte do meu percurso anual até à Vila de Caldelas, onde António Variações trabalhou antes de vir para Lisboa, achou por bem homenagear o filho da terra - que outrora até a hipótese de ser expulso foi ponderada pela população - colocando um busto de António Variações, de autoria do desenhador, artesão e ceramista Arlindo Fagundes, numa espécie de rotunda ou cruzamento, no ano em que se assinalaram os 20 anos da morte do artista.
Portugal é um país maravilhoso mas há alguns portgueses que fazem dele motivo de vergonha.
Os mesmo herdeiros que o deserdaram, quando optou por um estilo de vida alternativo e muito diferente daquele que se vivia em Pilar, na freguesia de Fiscal, vão agora receber o dinheiro que os admiradores da arte de Variações valorizam e que merece reconhecimento nacional. Este mundo está feito destas coisas.

Ainda há uns anos atrás, a freguesia de Fiscal, que conheço bem por fazer parte do meu percurso anual até à Vila de Caldelas, onde António Variações trabalhou antes de vir para Lisboa, achou por bem homenagear o filho da terra - que outrora até a hipótese de ser expulso foi ponderada pela população - colocando um busto de António Variações, de autoria do desenhador, artesão e ceramista Arlindo Fagundes, numa espécie de rotunda ou cruzamento, no ano em que se assinalaram os 20 anos da morte do artista.
Portugal é um país maravilhoso mas há alguns portgueses que fazem dele motivo de vergonha.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Lusco-fusco da Serra dos Candeeiros
Tal como ficou prometido aqui, cá está a imagem que corresponde a seis fotos tiradas num intervalo máximo de quatro minutos entre a primeira e a última fotografia e que serve para partilhar aquilo que os meus olhos observam diariamente. A proximidade com a Serra dos Candeeiros faz com que conviva com as diferenças metereologicas e que me dão o privilégio de todos os dias sentir que vivo em cenários diferentes. Fica a promessa de, sempre que me for possivel, partilhar aqui outros "cenários" meteorológicos e estéticos criados por esta Serra, à qual sempre estive emocionalmente ligado. A diferença é que dantes vivia do lado de lá e agora vivo do lado de cá. É melhor dizer assim porque ambas as localidades dizem estar à frente da Serra sendo que a outra está por trás. Como já estive dos dois lados prefiro dizer que estou ao lado da Serra dos Candeeiros.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Lusco-fusco da Serra dos Candeeiros
PS: Esta imagem é a mistura de 6 fotos originais tiradas no espaço de quatro minutos entre a primeira e a última, sem Photoshop e captada por um mau fotografo (eu), mas vou enviar as 6 fotos a um amigo que domina essa área e depois partilho convosco o resultado.terça-feira, 8 de setembro de 2009
O patriarca do clã Vieira
Nascido em 1934 em Vidago, Trás-os-Montes, João Vieira foi um dos fundadores, juntamente com René Bertholo, Lourdes Castro, Gonçalo Duarte, José Escada, Christo e Jan Voss, do grupo KWY.
João Vieira ingressou em 1951 na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde frequentou os dois primeiros anos do curso de pintura.
Começou a expor em 1956, ano em que se ligou ao grupo do café Gelo, em Lisboa, quando partilhava um atelier por cima deste café com José Escada, René Bertholo e Gonçalo Duarte.
Os quatro, juntamente com Lourdes Castro, Christo e Jan Voss, fundam mais tarde o grupo KWY, em Paris.
Mas antes, em 1957, João Vieira parte para Paris onde é aluno de Henri Goetz na Académie de la Grande Chaumière. Na capital francesa, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, trabalha com o pintor Arpad Szenes, marido da pintora Maria Helena Vieira da Silva.
A primeira exposição individual de João Vieira é feita em 1959 em Lisboa, na Galeria do Diário de Notícias.
Depois de outras passagens por Paris e ainda por Londres, onde em finais de 1964 lecciona no Maidstone College of Art, regressa a Lisboa em princípios de 1967 e começa a trabalhar quase exclusivamente como cenógrafo teatral.
A ligação ao teatro terá expressão nas artes plásticas, como é manifesto na sua primeira performance em simultâneo com a sua exposição O Espírito da Letra, realizadas na Galeria Judite Dacruz em 1970.
Ao longo dos anos 70, 80 e 90 realiza diversas exposições individuais e colectivas, entre asa quais a que a Centro Cultral de Belém dedicou ao grupo KWY em Abril de 2001. Nos últimos anos estava a preparar uma exposição individual para o edifício da Cordoaria Nacional.
In TSF online
João Vieira ingressou em 1951 na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde frequentou os dois primeiros anos do curso de pintura.
Começou a expor em 1956, ano em que se ligou ao grupo do café Gelo, em Lisboa, quando partilhava um atelier por cima deste café com José Escada, René Bertholo e Gonçalo Duarte.
Os quatro, juntamente com Lourdes Castro, Christo e Jan Voss, fundam mais tarde o grupo KWY, em Paris.
Mas antes, em 1957, João Vieira parte para Paris onde é aluno de Henri Goetz na Académie de la Grande Chaumière. Na capital francesa, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, trabalha com o pintor Arpad Szenes, marido da pintora Maria Helena Vieira da Silva.
A primeira exposição individual de João Vieira é feita em 1959 em Lisboa, na Galeria do Diário de Notícias.
Depois de outras passagens por Paris e ainda por Londres, onde em finais de 1964 lecciona no Maidstone College of Art, regressa a Lisboa em princípios de 1967 e começa a trabalhar quase exclusivamente como cenógrafo teatral.
A ligação ao teatro terá expressão nas artes plásticas, como é manifesto na sua primeira performance em simultâneo com a sua exposição O Espírito da Letra, realizadas na Galeria Judite Dacruz em 1970.
Ao longo dos anos 70, 80 e 90 realiza diversas exposições individuais e colectivas, entre asa quais a que a Centro Cultral de Belém dedicou ao grupo KWY em Abril de 2001. Nos últimos anos estava a preparar uma exposição individual para o edifício da Cordoaria Nacional.
In TSF online
João Vieira, pai do multifacetado Manuel João Vieira, faleceu no passado sábado aos 74 anos na sequência de complicações depois de uma cirurgia ao coração. Para a posteridade fica a sua vasta obra, que, tal como está convencionado por uma sociedade, também ela convencionada, será valorizada e reconhecida daqui a uns tempos. Quem tiver oportunidade, não espere pelo rebanho dos criticos e desfrute já.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Acompanhamento ao freguês
Não tenho por hábito responder aos comentários dos leitores no Analfabeto Honoris Causa (AHC). Normalmente, faço-o por e-email quando o solicitam, quer na caixa de comentários, quer por email, mas neste caso, e como estou a desfrutar deste fenómeno inesperado - despoletado sabe-se lá porquê - vou tentar abranger todos aqueles que até ao momento comentaram os posts associados à Raquel Strada, nesta minha singela homenagem em formato de texto.
Antes de mais, e caso a Raquel Strada passe por este estaminé, quero esclarecer que nada me move contra ela. O post onde publiquei a foto, já tantas vezes referida, não foi mais do que um pretexto para abordar um tema que é do conhecimento público e muitas vezes discutido nos "corredores" do meio televisivo. Este tema poderia ser mais abrangente, visto que nos dias que correm é transversal a todas as actividades, sectores e áreas profissionais do nosso Portugal, salvo raras excepções.
Mas vamos aos comentadores...
A Madalena é um bom exemplo da expressão popular "quem não se sente não é filho de boa gente", e perante esta atitude apenas tenho a lamentar não haver mais gente disposta a defender e reconhecer aqueles que desempenham as suas funções com competência.
O anónimo 1, que suponho ser uma anónima, consegue em poucos caracteres sintetizar o objectivo do post. A foto da Raquel Strada não foi uma escolha pessoal, foi apenas um dos resultados de pesquisa que efectuei para poder ilustrar a ideia inicial do post. A adaptação à Raquel Strada foi feita posteriormente. Optei pela Raquel por, tal como referiu a Madalena, nunca ter posado para revistas masculinas. Confesso que não sabia se a razão para que uma mulher bonita como a Raquel Strada ainda não tivesse sido capa de uma das revistas do género, estava relacionada com a recusa aos convites, à inexistência de convites ou a imposições patronais (quem trabalha no meio sabe do que estou a falar).
O Alberto, apoiado na afirmação da Madalena, resume a questão ao facto da generalidade das pessoas saberem que "glúteos e seios" são dos atributos mais importantes no processo de selecção.
O anónimo 2 lança o repto para que se discuta "O que acham dos profissionais da tv portuguesa, da sua competência, dos processos de selecção e evolução profissional", mas apesar de em determinadas alturas parecer que o estou a fazer, a minha intenção é apenas tentar fazer humor ao mesmo tempo que ponho as pessoas a pensar. As discussões que possam surgir dos posts, guardo-as para os leitores que podem utilizar a caixa de comentários para esse efeito.
O IP, porque me conhece pessoalmente, optou por fazer uma private joke. Acrescento apenas que temos que ter cuidado onde enfiamos a nossas penes e não nos podemos esquecer das tirar na altura certa, não vá esse pequeno esquecimento trazer dissabores ou abortar... projectos de futuro.
O Rafa faz uma análise da performance mímica, da técnica de eliminação de indumentária e da motivação da artista. Por lapso não referiu a ausência de soutien.
O Click Toris, pela forma como levantou uma questão pertinente, demonstra ser bastante sensível.
O anónimo 3 aproveitou para fazer um trocadilho que associa o slogan de uma marca de massas à qualidade dos seios sem intervenções cirúrgicas.
O José Mendes Amaral, para além de reforçar a ideia já dissecada, alerta para um problema, do blog (que a minha ignorância não consegue resolver), e, de forma muito subtil, para o percurso profissional da filha de Luis Andrade. Parece-me um conhecedor dos meandros da televisão portuguesa.
O Gonçalo Matos é um amor de rapa...ser humano! A forma carinhosa e delicada como me desanca é digna de referencia. Os meus parabéns pela competência nessa nobre arte de produzir atoardas! Ao contrário do que o Gonçalo diz, tenho muitas razões para me rir, e a maioria delas tem origem nas baboseiras e mulheres despidas. Digam-me lá se a Ana Malhoa nua não dá vontade de rir, ou se os seios da Soraia Chaves não tem a sua piada!
De resto, os elogios que o Gonçalo me dirigiu são bem recebidos. Sou ignorante, analfabeto e não percebo nada do blogger. Aí estamos de acordo. E também estamos de acordo em relação à minha disponibilidade para te mostrar que não me escondo atrás do blog e que tenho tomates.
Relativamente a brincar com a pilinha, apesar de me ter sido receitado por questões de saúde que o faça todos os dias antes das refeições - sendo que devemos fazer seis refeições por dia - eu continuo a preferir brincar aos Pais e às Mães. E é importante esclarecer que quando brinco com a pilinha, faço-o apenas com a minha. Mas da tua vida quem sabe és tu! Espero que a tua questão sobre se eu tenho tomates não esteja relacionada com isso.
A Travessa parece fazer o papel de minha advogada, mas tenho que discordar em dois pontos.
Em primeiro lugar, duvido que a Raquel Strada se desse ao trabalho de alimentar algo que não justifica despender tanta letra, e muito menos recorrer ao vocabulário do Gonçalo. Bem...pensando melhor, acho que só discordo neste ponto, porque em relação à Raquel estar em excelente forma, estou completamente de acordo.
Antes de mais, e caso a Raquel Strada passe por este estaminé, quero esclarecer que nada me move contra ela. O post onde publiquei a foto, já tantas vezes referida, não foi mais do que um pretexto para abordar um tema que é do conhecimento público e muitas vezes discutido nos "corredores" do meio televisivo. Este tema poderia ser mais abrangente, visto que nos dias que correm é transversal a todas as actividades, sectores e áreas profissionais do nosso Portugal, salvo raras excepções.
Mas vamos aos comentadores...
A Madalena é um bom exemplo da expressão popular "quem não se sente não é filho de boa gente", e perante esta atitude apenas tenho a lamentar não haver mais gente disposta a defender e reconhecer aqueles que desempenham as suas funções com competência.
O anónimo 1, que suponho ser uma anónima, consegue em poucos caracteres sintetizar o objectivo do post. A foto da Raquel Strada não foi uma escolha pessoal, foi apenas um dos resultados de pesquisa que efectuei para poder ilustrar a ideia inicial do post. A adaptação à Raquel Strada foi feita posteriormente. Optei pela Raquel por, tal como referiu a Madalena, nunca ter posado para revistas masculinas. Confesso que não sabia se a razão para que uma mulher bonita como a Raquel Strada ainda não tivesse sido capa de uma das revistas do género, estava relacionada com a recusa aos convites, à inexistência de convites ou a imposições patronais (quem trabalha no meio sabe do que estou a falar).
O Alberto, apoiado na afirmação da Madalena, resume a questão ao facto da generalidade das pessoas saberem que "glúteos e seios" são dos atributos mais importantes no processo de selecção.
O anónimo 2 lança o repto para que se discuta "O que acham dos profissionais da tv portuguesa, da sua competência, dos processos de selecção e evolução profissional", mas apesar de em determinadas alturas parecer que o estou a fazer, a minha intenção é apenas tentar fazer humor ao mesmo tempo que ponho as pessoas a pensar. As discussões que possam surgir dos posts, guardo-as para os leitores que podem utilizar a caixa de comentários para esse efeito.
O IP, porque me conhece pessoalmente, optou por fazer uma private joke. Acrescento apenas que temos que ter cuidado onde enfiamos a nossas penes e não nos podemos esquecer das tirar na altura certa, não vá esse pequeno esquecimento trazer dissabores ou abortar... projectos de futuro.
O Rafa faz uma análise da performance mímica, da técnica de eliminação de indumentária e da motivação da artista. Por lapso não referiu a ausência de soutien.
O Click Toris, pela forma como levantou uma questão pertinente, demonstra ser bastante sensível.
O anónimo 3 aproveitou para fazer um trocadilho que associa o slogan de uma marca de massas à qualidade dos seios sem intervenções cirúrgicas.
O José Mendes Amaral, para além de reforçar a ideia já dissecada, alerta para um problema, do blog (que a minha ignorância não consegue resolver), e, de forma muito subtil, para o percurso profissional da filha de Luis Andrade. Parece-me um conhecedor dos meandros da televisão portuguesa.
O Gonçalo Matos é um amor de rapa...ser humano! A forma carinhosa e delicada como me desanca é digna de referencia. Os meus parabéns pela competência nessa nobre arte de produzir atoardas! Ao contrário do que o Gonçalo diz, tenho muitas razões para me rir, e a maioria delas tem origem nas baboseiras e mulheres despidas. Digam-me lá se a Ana Malhoa nua não dá vontade de rir, ou se os seios da Soraia Chaves não tem a sua piada!
De resto, os elogios que o Gonçalo me dirigiu são bem recebidos. Sou ignorante, analfabeto e não percebo nada do blogger. Aí estamos de acordo. E também estamos de acordo em relação à minha disponibilidade para te mostrar que não me escondo atrás do blog e que tenho tomates.
Relativamente a brincar com a pilinha, apesar de me ter sido receitado por questões de saúde que o faça todos os dias antes das refeições - sendo que devemos fazer seis refeições por dia - eu continuo a preferir brincar aos Pais e às Mães. E é importante esclarecer que quando brinco com a pilinha, faço-o apenas com a minha. Mas da tua vida quem sabe és tu! Espero que a tua questão sobre se eu tenho tomates não esteja relacionada com isso.
A Travessa parece fazer o papel de minha advogada, mas tenho que discordar em dois pontos.
Em primeiro lugar, duvido que a Raquel Strada se desse ao trabalho de alimentar algo que não justifica despender tanta letra, e muito menos recorrer ao vocabulário do Gonçalo. Bem...pensando melhor, acho que só discordo neste ponto, porque em relação à Raquel estar em excelente forma, estou completamente de acordo.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Como combater a ejaculação precoce?
Durante o acto, experimentem pensar nas dívidas ou, em último caso, no vosso emprego.
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domingo, 4 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Portugal em grande
É este sentimento que me atravessa sempre que um português é reconhecido. Sabe bem ver o algarvio Francis Obikwelu levar ao pódio o nosso país. É bonito ver o beirão Bosingwa ser contratado pelo Chelsea, ou o portuense Pepe pelo Real de Madrid. O meu coração aquece de emoção! A cada pirueta do minhoto Nani as lágrimas vêm-me aos olhos.
Há alguma coisa mais bonita que ver o alentejano Deco a brilhar em Barcelona? A Naide Gomes a saltar em comprimento e a dançar morna típica do Ribatejo, o Nelson Évora voar no triplo salto e comer catchupa da Bairrada. É disto que o meu Portugal precisa, e é destas coisas que eu me sinto orgulhoso.
E nas artes e economia? Há lá coisa melhor que verificar que o alfacinha Fernando Pinto conseguiu levar a TAP a bom porto, ou então devorar a publicidade inteligente do sacavenense Edyson Athaide, as fantásticas produções do setubalense Pit Hein, as entusiasmantes coreografias do estremadurense Marco de Camilis, a música de Cesária Évora, Tito Paris, a literatura de Mia Couto, os guiões e cativantes novelas do almadense Rui Vilhena ou a irmã do Feher a apresentar programas de televisão. São estes lusitanos que me fazem ser cada vez mais patriota!
Apesar deste orgulho, sinto também que a discriminação pelo interior do país se mantem igual, e isso, não posso deixar passar em claro. Refiro-me à não convocatória do trasmontano Makukula e do escalabitano Derlei para o Euro2008. E também não posso aceitar que tenham permitido que o Pauleta, um açoreano, tenha sido tantas vezes convocado pela selecção que ultrapassou a marca do nosso grande Eusébio, o maior apreciador de tremoços do mundo. Há alguma coisa mais portuguesa que tremoços?
Bem, mas se já era mau um açoreano ser o melhor marcador de sempre da selecção, parece que agora andam a fazer tudo para que aquele puto madeirense, o que come as gajas todas e vai ser o melhor do mundo, ultrapasse a marca do Pauleta. Esse puto até enjoa pá! O Eusébio adorava tremoços e eu aposto que, ironia das ironias, o Cristiano Ronaldo prefere camarão de moçambique.
Outra coisa que nunca percebi foi a história da "colecção Berardo". Não queriam que fosse parar ás mãos de um estrangeiro. Mas o Berardo não é da Madeira? E a Madeira é onde? Só falta dizerem que é Portugal! Até aquela gorda que foi ao festival da eurovisão é da ilha da Madeira. Há lá coisa mais estrangeira que a Madeira! Onde é que isto vai parar?
Meu Portugal, o que é feito dos portugueses de gema? É desses que precisamos! Como o Roberto Leal, os Canta Bahia, o Cristovão Colombo, o José Saramago, o Scolari, a Linda de Suza, o Joaquim de Almeida, o Iran Costa, ou a Nelly Furtado?
È por causa destas coisas que às vezes sinto vergonha de ser português!
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quarta-feira, 16 de abril de 2008
Luz ao fundo...
Ao que parece, para o ano o Benfica vai ter um banco de luxo. A saber: Chalana, Shéu, Rui Águas e Rui Costa.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Acordo ortográfico
Com um acordo desse aí, os brasileiros que estão vivendo em Portugal não precisam nem saber falar português. De jeito maneira!
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