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domingo, 11 de julho de 2010

O bom, o mau e o vilão

Já há algum tempo que andava a pensar tirar do blog esta porcaria de publicidade que o Google me sugeriu colocar. Passados que estão quase 4 euros de lucro, os iluminados que fiscalizam o blogger enviaram-me uma ameaça. Ou eu retiro este post, em que a Rihanna aparece nua em fotos tiradas do seu próprio telemóvel, ou impossibilitam-me de enriquecer com a publicidade que eles decidem aqui colocar. Pois bem, a PIDE do blogger que fiscaliza estas merdas deve andar muito desatenta, porque se querem embirrar visitem a etiqueta bibelots na coluna lateral esquerda e vão perceber que há mais motivos para me proibir de lhes dar lucro. O post em causa foi publicado em Maio de 2009, o que significa que os PIDES do blogger andam com muito trabalho e demoram muito tempo a concretizar as ameaças. Ora, eu que até já tinha decidido, há uns meses, deixar de postar gajas nuas (excepção para o bodypainting), para lhes poupar trabalho, vou, eu próprio, apagar deste blog toda a publicidade que eles têm feito o favor de impingir. Vá, agora sejam homenzinhos e façam-me o favor de apagar o blog. Viva a liberdade!

sábado, 10 de julho de 2010

Essência

Com o passar dos anos, tenho vindo a perceber que o facto de ter passado a infância no Ribatejo minifundiário é um dos factores que mais contribuiu para aquilo que sou. Como dizia o meu Avô "sou agarrado à vida", ou seja, à minha vida e "quem está, está! quem passa, passa!". Pouco ou nada do que actualmente faz falar as pessoas me interessa (noticias, modas, televisão, futebol, "calhandrices", coscuvilhices, o "social", politica, motas de água, carros, motas, Algarve).

A vantagem de viver no mundo rural é poder ocupar o cérebro com o canto e movimento dos pássaros, enquanto outros se dedicam a dar "opinião" repetindo o que ouviram no Jornal Nacional, na M80 ou na edição da tarde de Bola Branca.

Não percebem nada de Internet - excepção para pornografia e redes sociais onde dizem conhecer muitas gajas - mas acham que deve haver tecnologia no futebol. Dizem que detestam politica mas repetem o professor Marcelo. Estão a passar tantas dificuldades por causa da crise que este ano vêem-se obrigados a ir de férias para a Tunísia.

Defendem a existência de Golden Shares mas acham que o governo não devia ser accionista das empresas que privatiza. Consideram indispensável o consumo de produtos nacionais mas fumam LM, bebem heineken, lêem a Playboy, vestem Tommy Hilfiger, calçam Timberland e, para poupar, vão de férias para o norte de África.

Não são raras as vezes em que gostava de ser analfabeto para não ler o que se vai escrevendo nos rodapés dos noticiários, nos jornais, na declaração de IRS, nas contas por pagar, no extracto bancário, nas sms, nos emails reencaminhados, nos pacotes de açúcar, na dica da semana ou nas toneladas de publicidade que me chegam a casa todas as semanas.

Tenho a sensação que o mundo me passa ao lado, que o ignoro, desvalorizo e até desprezo. O que não está muito longe da verdade. Os meus olhos vêem um mundo diferente e o meu coração vibra com esse mundo feito de mulher, filhos, amigos, família, cão, cabra, tartaruga, peixes, galinhas, porcos, horta, matraquilhos, casa, cigarros e uma humanidade (literal) a que chamo planeta Analfabeto. Uma coisa posso garantir... nesse pequeno planeta de gente enorme, tudo é imperfeito, instável, contracorrente, dissidente, mas equilibrado e harmonioso.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Identidade perdida

Ao longo da vida vamos criando a nossa identidade ou, pelo menos, a forma como as pessoas nos vêem. Demorei mais de três décadas para construir a minha e agora que pensava que já todos me conheciam por ser bruto, asneirento, tarado sexual, desbocado, frontal, xungoso, bebedolas e doido dos cornos, sinto que a minha reputação está em risco.

Tudo começou pelo Analfabetinho. Quando ele nasceu as pessoas começaram a olhar para mim de lado. Havia até quem perguntasse com espanto "tu tens filhos? mas tu és casado?". Sentia-me orgulhoso por haver quem se surpreenda com o facto de um gajo como eu pretender ter filhos, mas pior que isso é ter conseguido arranjar uma gaja disponível para ser a mãe.

Na verdade ela não se disponibilizou para ser mãe dos meus filhos. Tive que a amarrar. No inicio não gostou mas depois habituou-se às cordas de algodão e quando o Analfabetinho nasceu rendeu-se às evidências. O puto era lindo como o Pai e as cordas de algodão não enganam.

Nestas coisas as mulheres são maravilhosas. Têm o dom da maternidade e fazem todos os sacrifícios pelos filhos. No caso da minha mulher, está disposta a ter dívidas, a comer pratos ultra-calóricos, a ter que me aturar e a "levar" com a minha loucura e dissidência. Mas não são só coisas boas, porque também está disposta a ser amarrada só para poder ter os putos mais bonitos e perfeitinhos ao cimo da terra.

Houve uma altura em que pensei dizer-lhe que todos pais acham que os filhos são os mais lindos do mundo e que, por isso, não seria necessário ser eu o Pai. Mas como ela se adaptou tão bem às algemas e é teimosa que nem um carneiro, nem sequer lhe disse nada. Gostou tanto que já foi algemada duas vezes com objectivos de procriação. Da segunda vez nasceu a Analfabetinha. Mais uma vez, é linda e parecida com o Pai que, segundo consta, sou eu.

Mas voltando à questão da identidade...
Quando as pessoas se surpreendiam com o facto de ser casado e ter filhos lindos, percebia que a minha identidades estava intacta, mas com o passar do tempo tudo se desmoronou. Até a ideia que não fazia ponta de corno se esfumou quando me começaram a bater à porta, porque tinham ouvido dizer que eu era bom a fazer umas merdas e precisavam de ajuda. Ajuda? Fazer umas merdas? Mas o que é isto caralho!
A minha imagem de inútil estava a ir por água abaixo. O descalabro aproximava-se.

Quando vou levar o puto à escolinha já ninguém me trata pelo nome mas sim pelo "Pai do Analfabetinho". Foda-se! Eu sou o Analfabeto, não sou o pai deste cabrão deste puto lindo e adorável! Filho da puta do cachopo! Está a roubar-me o protagonismo todo! Sim, porque o que eu quero é aparecer! "Vai maszé trabalhar pá! Tu querexxxx é aparexer!", já dizia o Nuno Lopes.

Na vida profissional, houve sítios em que a incompetência das chefias deixou que a minha competência e profissionalismo fizesse esquecer a minha frontalidade e mau feitio. Para além disso, tenho umas quantas pessoas próximas que me consideram um bom amigo e outras menos próximas que dizem que sou uma pessoa integra. Mas que merda de amigos são estes caralho? Onde estão os amigos que faziam questão de passar o dia todo a trocar maravilhosos insultos ribatejanos, sem nada dessas paneleirices elogiosas?

Andei a vida inteira a construir uma imagem invejável e agora deixo de ter nome, sou casado, sou bom pai, bom amigo, competente, integro, e outras merdas-sem-jeito-nenhum-que-nem-me-quero-lembrar e até para cargos políticos me convidam. Foda-se! Estou a transformar-me num gajo normal ou, como diz o Turqueleiro, num gajo dentro da norma?

Estou a perder a minha identidade e já não vou a tempo de recuperar a minha reputação. Pior que isto, só mesmo deixar de ser gordo!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Balde de água fria ou banho quente a apanhar sabonetes?

Gareth Thomas, o mais internacional jogador de râguebi do País de Gales, em entrevista ao «Daily Mail», assumiu publicamente a homossexualidade. Também conhecido no circuito mundial de râguebi como "The Ayatollah" - um nickname muito carinhoso e tipicamente gay - esta lenda viva de uma modalidade desportiva, que se baseia em pegar numa bola ao colo e fugir de quem quiser ficar com ela e em amontoar jogadores na horizontal em cima uns dos outros com a maior brutidade possível, provocou o silêncio e a consternação no seio da modalidade.

Pois pudera! Se fosse um jogador de Badmington de 40kg e 1.50m todos lhe iam chamar tudo, mas no caso de Gareth Thomas, apesar da sua beleza natural que poderão confirmar na foto abaixo, os 110kgs e o 1.92m fazem qualquer homofóbico meter, literalmente, "o rabinho entre as pernas" não vá o Gareth Thomas tecê-las.

Gareth Thomas tornou-se uma lenda por ser um jogador único devido à forma como aguentava entradas por trás, pela técnica apurada como efectuava as penetrações em profundidade, pelo facto de estar sempre disponível para jogar em qualquer posição e pelo prazer que punha em campo.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Enrabado mas...


"É sempre bom ficar por cima."

Carlos Carvalhal na conferência de imprensa depois de perder com o Herta de Berlim in SIC Notícias

sábado, 7 de novembro de 2009

Nem mais!

"No 25 de Abril tentaram acabar com os ricos quando deviam era acabar com os pobres!"
Pedro "Yama" Santos (Réplika´s) in «Nobre Povo» da RTPn

sábado, 15 de agosto de 2009

O governo das vacas magras

"As vacas não se alimentam com promessas"
Agricultor em resposta à promessa do governo em estudar medidas de apoio à produção de leite, in RTP

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Economia doméstica

Estou muito indeciso. Entre uma promoção da uma grande superficie que disponibiliza uma imensa variedade de produtos a apenas 1 euro e o BPP pelo mesmo preço, onde gastavam o dinheiro?
Estou na dúvida e não tenho pássaros mas acho mais seguro investir o euro numa gaiola.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Como combater a ejaculação precoce?

Durante o acto, experimentem pensar nas dívidas ou, em último caso, no vosso emprego.

sábado, 16 de agosto de 2008

Cagar custa

Está muito na moda, principalmente junto à praia, os restaurantes terem avisos nas portas das casas de banho informando que as instalações são só para clientes.
Se querem cagar tem que beber um café ou comer um rissol. É comer e cagar! Cagar e andar! Pode dizer-se, mesmo para os que não sofrem de prisão de ventre, que cagar custa.
Na passada quinta-feira em mais um repasto de verão um amigo quando foi à casa de banho encontrou o dono do restaurante a utilizar a sanita e não resistiu em dizer-lhe: "Ouça lá, mas isto não é só para clientes? O senhor não é cliente! Vá, já daqui para fora! Se não faz despesa vá cagar a casa!
Gagamos no assunto ficamos até fechar.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Portugal em grande

Cada vez me sinto mais orgulhoso de Portugal!
É este sentimento que me atravessa sempre que um português é reconhecido. Sabe bem ver o algarvio Francis Obikwelu levar ao pódio o nosso país. É bonito ver o beirão Bosingwa ser contratado pelo Chelsea, ou o portuense Pepe pelo Real de Madrid. O meu coração aquece de emoção! A cada pirueta do minhoto Nani as lágrimas vêm-me aos olhos.
Há alguma coisa mais bonita que ver o alentejano Deco a brilhar em Barcelona? A Naide Gomes a saltar em comprimento e a dançar morna típica do Ribatejo, o Nelson Évora voar no triplo salto e comer catchupa da Bairrada. É disto que o meu Portugal precisa, e é destas coisas que eu me sinto orgulhoso.
E nas artes e economia? Há lá coisa melhor que verificar que o alfacinha Fernando Pinto conseguiu levar a TAP a bom porto, ou então devorar a publicidade inteligente do sacavenense Edyson Athaide, as fantásticas produções do setubalense Pit Hein, as entusiasmantes coreografias do estremadurense Marco de Camilis, a música de Cesária Évora, Tito Paris, a literatura de Mia Couto, os guiões e cativantes novelas do almadense Rui Vilhena ou a irmã do Feher a apresentar programas de televisão. São estes lusitanos que me fazem ser cada vez mais patriota!
Apesar deste orgulho, sinto também que a discriminação pelo interior do país se mantem igual, e isso, não posso deixar passar em claro. Refiro-me à não convocatória do trasmontano Makukula e do escalabitano Derlei para o Euro2008. E também não posso aceitar que tenham permitido que o Pauleta, um açoreano, tenha sido tantas vezes convocado pela selecção que ultrapassou a marca do nosso grande Eusébio, o maior apreciador de tremoços do mundo. Há alguma coisa mais portuguesa que tremoços?
Bem, mas se já era mau um açoreano ser o melhor marcador de sempre da selecção, parece que agora andam a fazer tudo para que aquele puto madeirense, o que come as gajas todas e vai ser o melhor do mundo, ultrapasse a marca do Pauleta. Esse puto até enjoa pá! O Eusébio adorava tremoços e eu aposto que, ironia das ironias, o Cristiano Ronaldo prefere camarão de moçambique.
Outra coisa que nunca percebi foi a história da "colecção Berardo". Não queriam que fosse parar ás mãos de um estrangeiro. Mas o Berardo não é da Madeira? E a Madeira é onde? Só falta dizerem que é Portugal! Até aquela gorda que foi ao festival da eurovisão é da ilha da Madeira. Há lá coisa mais estrangeira que a Madeira! Onde é que isto vai parar?
Meu Portugal, o que é feito dos portugueses de gema? É desses que precisamos! Como o Roberto Leal, os Canta Bahia, o Cristovão Colombo, o José Saramago, o Scolari, a Linda de Suza, o Joaquim de Almeida, o Iran Costa, ou a Nelly Furtado?
È por causa destas coisas que às vezes sinto vergonha de ser português!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Hora de ponta

Há lá coisa melhor que ouvir na rádio o estado do trânsito quando se está na província!?