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domingo, 22 de agosto de 2010

Foi censurado e faz-me lembrar algo

terça-feira, 17 de agosto de 2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

domingo, 1 de agosto de 2010

Prato do dia

Por muito boa que seja a comida o melhor das refeições é a companhia.

terça-feira, 22 de junho de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

As cláusulas de rescisão não comtemplam tudo

O comediante Conan O´Brien que há alguns meses rescindiu (milionariamente) o contrato com a NBC num acordo que incluía cláusulas de não difamação e de proibição de fazer humor em televisão, conseguiu contornar as imposições fazendo uma visita à sede do Google onde demonstrou que ainda não ganhou ferrugem. Eu sei que são quase cinquenta minutos, mas vale a pena.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

Incontornável

Há já algum tempo que ando a degustar Brazil - A Tribute, um trabalho de Fernando Girão, que mereceu a minha atenção e todos os meus sentidos. Já lá vão quase 20 anos desde que me meteram nas mãos um vinil com o nome "Discretamente" em que na capa, um gajo qualquer (mais tarde vim a saber que era o Fernando Girão) bebia vinho de um garrafão de cinco litros, enquanto decorria uma reunião aristocrática formal.

Desde aí que tenho acompanhado o percurso deste músico que transporta para a sua música algumas características culturais da lusofonia. Costumo até dizer que este homem é a própria lusofonia transformada em som.

Podia estar aqui a falar sobre a merda de politica cultural que temos e da injustiça de termos músicos que são valorizados e reconhecidos lá fora, mas não o vou fazer.

Este é o meu tributo ao Fernando Girão.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Diz-me onde moras... (por Miguel Esteves Cardoso)

"Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada. Por exemplo, há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide. Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide.
Nunca mais ninguém o viu. Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia! Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.

Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alformelos, Murtosa, Angeja ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola. Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...) Ao ler os nomes de alguns sítios - Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na Europa.

De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar? Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.
Imagine-se o impacto de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar. Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata"(Espinho). E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).

É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro? Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda. Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso ?
Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?

É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra". Ninguém é do Porto ou de Lisboa.
Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir. Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away..."). Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa. Verá que não é bem atendido.

(...) Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima !!!
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros. Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo : Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol. (...)
Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do Bogadouro (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).

(Miguel Esteves Cardoso)

Ilustração roubada aqui

sábado, 6 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

Olhar/ouvir o próprio umbigo - Assim se fazem as grandes rádios

(Clicar na imagem para ouvir o melhor de 22 anos)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Nem mais!

CASAMENTO

Bernardo amava Bernarda. Pediu-a em casamento. Ela, decepcionada, respondeu-lhe asperamente:

- O casamento é para maricas.

Gamado em Antologia do Esquecimento

domingo, 3 de janeiro de 2010

Lembrete

Não esquecer isto

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Preito à sensibilidade e frontalidade de um e à criatividade de outros



«quem diria ao vermos estas imagens recolhidas no passado dia 23 que estavamos no aeroporto de lisboa?
tradicionalmente cinzentos os portugueses conseguem por vezes surpreender-me, só que comecei a pensar como terá sido possível um povo que teima em idolatrar políticos corruptos e presidentes de clubes que deviam estar a apodrecer na prisão, um povo que nada faz por mudar um sistema judicial que apenas protege quem tem dinheiro, que teima em manter-se com brandos costumes enquanto somos roubados a torto e a direito, como será possível que ainda consiga exaltar-se e proporcionar-nos momentos destes?
a resposta surgiu célere... a empresa que promoveu esta iniciativa não é gerida por um português...»

Via "café da esquina"

sábado, 19 de dezembro de 2009

Balde de água fria ou banho quente a apanhar sabonetes?

Gareth Thomas, o mais internacional jogador de râguebi do País de Gales, em entrevista ao «Daily Mail», assumiu publicamente a homossexualidade. Também conhecido no circuito mundial de râguebi como "The Ayatollah" - um nickname muito carinhoso e tipicamente gay - esta lenda viva de uma modalidade desportiva, que se baseia em pegar numa bola ao colo e fugir de quem quiser ficar com ela e em amontoar jogadores na horizontal em cima uns dos outros com a maior brutidade possível, provocou o silêncio e a consternação no seio da modalidade.

Pois pudera! Se fosse um jogador de Badmington de 40kg e 1.50m todos lhe iam chamar tudo, mas no caso de Gareth Thomas, apesar da sua beleza natural que poderão confirmar na foto abaixo, os 110kgs e o 1.92m fazem qualquer homofóbico meter, literalmente, "o rabinho entre as pernas" não vá o Gareth Thomas tecê-las.

Gareth Thomas tornou-se uma lenda por ser um jogador único devido à forma como aguentava entradas por trás, pela técnica apurada como efectuava as penetrações em profundidade, pelo facto de estar sempre disponível para jogar em qualquer posição e pelo prazer que punha em campo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Onde está a Ana Mesquita?

Quando os horários de condução me permitiam ouvir a edição da manhã do "Amor é" da Antena 1, com a Ana Mesquita e o Júlio Machado Vaz, durante longos meses que me fiz acompanhar das questões pertinentes e bem humoradas da Ana Mesquita e dos comentários "deliciosos" (expressão muito usada por Júlio Machado Vaz) do Júlio Machado Vaz, mas subitamente e sem qualquer explicação a estação de rádio pública deixou de contar com a maravilhosa Ana Mesquita. Não sei se terá sido por isto!
Com o passar do tempo fui criando empatia pelos dois protagonistas do programa sem que soubesse qual a imagem física de Ana Mesquita.
Num zapping impulsivo algo me despertou a atenção. Era uma voz que a minha memória tinha gravado. Mas eu conheço esta voz, pensei eu. Em segundos fez-se luz. Era a Ana Mesquita. Uma belíssima mulher que aparenta ter trintas mas, já deve ter passado a barreira dos quarenta. Assisti ao programa que ela apresentava na SIC Mulher até ao fim e nem sequer me lembro do tema. Para mim o tema era a Ana Mesquita.
Para quem também não sabe quem é a Ana Mesquita aqui ficam algumas fotos.





domingo, 13 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

Ricardo Araújo Pereira na Playboy de Dezembro

Pois é! Este rapaz quebra todas as barreiras e surpreende não só pela elevação e humildade como expõe as suas ideias, pelas qualidades como homem e como humorista mas também, pelos preconceitos que vai quebrando sem que se faça grande alarido sobre o assunto ou se criem movimentos ou petições de indignação.
Ricardo Araújo Pereira é consensual. Conheço algumas pessoas com "muita dor de cotovelo" mas, até hoje, ainda não conheci ninguém que não goste dele.

Uma estratégia muito inteligente dos responsáveis da Playboy Portugal que, ao colocarem Ricardo Araújo Pereira na capa da edição de Dezembro, e tendo em conta as palavras da directora de comunicação, que demonstra ter herdado a inteligência e sentido de oportunidade do Pai, vai esgotar rapidamente.

Só para que conste, é a primeira vez em 55 anos de Playboy em todo o mundo, que um homem é capa da publicação sem que esteja acompanhado por uma mulher muito pouco vestida.
Parabéns à Playboy Portugal pela ideia, e parabéns ao Ricardo Araújo Pereira por mais um momento único.

As publicações concorrentes que se preparem, porque depois disto só se convenceram o Bibi a despir-se para uma edição especial de Natal, que poderiam designar FHM Kids, Maxmen Kids ou GQ KIds, é que vão conseguir bater esta ideia genial.

Só espero que a moda não alastre e façam capa da Mens Health com a Manuela Ferreira Leite.

Ricardo Araújo Pereira na capa da Playboy de Dezembro